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AMPLIADO INVESTIMENTO PARA TRIAGEM NEONATAL PELO SUS


Dra. Eliane: experiência goiana a serviço
do Ministério da Saúde


O Ministério da Saúde (MS) pretende fazer uma reformulação do Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), com melhorias no teste do pezinho. Para isso, a Secretaria de Atenção à Saúde do MS assinou Termo de Cooperação com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para realização de um diagnóstico da triagem neonatal e elaboração de um plano de ação para cada um dos estados do País visando alcançar, até 2014, um nível de excelência em triagem neonatal no Brasil.

O repasse de R$ 8,4 bilhões, previsto em termo de cooperação entre as duas instituições, será investido, até 2014, na reformulação do Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), com melhorias no teste do pezinho.

Hoie, com o exame, é possível detectar precocemente pelo menos quatro doenças: hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria, fibrose cística e doença falciforme. Em Goiás esta lista inclui também a Hiperplasia Adrenal Congênita, que pode levar a criança a óbito em poucos dias quando não diagnosticada a tempo. Com a reformulação do programa será incluída também a Deficiência da Biotinidase, aumentando para seis o número de doenças detectadas em todo o Brasil.

A experiência da APAE Anápolis será levada a todo o Brasil

A APAE Anápolis é o Serviço de Referência em Triagem Neonatal no Estado de Goiás, e a coordenadora do Laboratório da APAE, Dra. Eliane Pereira dos Santos, faz parte da equipe responsável pela reformulação do programa. Segundo ela o trabalho está centralizado na UFMG por se tratar do órgão público que é serviço de referência em Minas Gerais, oferecendo atendimento de altíssima qualidade.

O Secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde Helvécio Magalhães lembra que o Teste do Pezinho, obrigatório no país, é apenas a primeira etapa da triagem neonatal. O PNTN abrange, além da realização dos exames e detecção de doenças, o acompanhamento e o tratamento dos pacientes, muitas vezes, durante toda a vida.

“Vamos fazer um diagnóstico da situação e um plano de ação para cada um dos estados de tal forma que, até 2014, todo o país tenha um nível de excelência em triagem neonatal para seis doenças e ambulatórios e serviços de referência”, explica Helvécio Magalhães. “Vamos investir em treinamento de pessoal, protocolos, avaliação e replanejamento do sistema”, completa o secretário.

Como a maior parte das doenças diagnosticadas pelo teste do pezinho não apresenta sintomas logo após o nascimento, é fundamental que a família tenha acesso ao atendimento médico imediato nos casos suspeitos. “O risco é gerar sequelas graves e irreversíveis no desenvolvimento da criança, que só serão perceptíveis tardiamente. Dependendo da doença detectada, pode-se obter adequada orientação sobre o tratamento”, explica Helvécio Magalhães.


Fonte: Agência Saúde - Ascom/MS